Elfen Lied


Ano:2004
Diretor:Mamoru Kanbe
Estúdio:GENCO / VAP / ARMS
País:Japão
Episódios:13
Duração:25 min
Gênero:Drama / Terror / Violência









Ano após ano, os fãs de animação são contemplados com inúmeras obras memoráveis. E, embora sejamos brindados com uma enxurrada de coisas interessantes, sempre é possível eleger uma, que se ergueu, ainda que apenas um degrau, acima das demais. Em 95, tivemos o poderoso Evangelion da Gainax. Em 97, o aclamado Berserk, animação baseada em um dos mangasde maior sucesso da história. Em 2000, o magnífico BoogiePop Phantom deixou todos pasmos. Em 2003, foi a vez da (deveras agradável) surpresa Kimi Ga Nozomu Eien.

Lá se foi 2004. E com ele se foram muitos animes formidáveis. Para citar apenas alguns, temos: Samurai 7, Mosnter, Gantz, Samurai Champloo, Paranóia Agent e Gundam Seed Destiny. Que todas estas obras facilmente mereceriam uma na casa dos 90%, não restam dúvidas, mas a que realmente merece o conceito máximo, certamente, é Elfen Lied.

No que poderia ser definido como uma incrivelmente bem sucedida mistura de Akira, Chobits e Gantz (falo sério), Elfen Lied deixa o espectador boquiaberto do primeiro ao último minuto, com sua sincronizada sucessão de cenas de extrema violência, fan-service, drama e romance. É um atípico caso em que adolescentes com superpoderes, romances infantis e carnificinas à luz do dia não entojam nem mesmo os fãs mais refinados.

A história gira em torno da mutante Lucy e de dois primos, Kouta e Yuka. Após alguns anos de separação, graças a uma tragédia com sua família, Kouta decide ir morar com sua prima. Neste mesmo dia, ele e Yuka acabam por encontrar uma estranha garota com chifres, ferida e nua na praia. Após descobrirem que ela não consegue falar e age como uma criança, resolvem dar-lhe abrigo. Eles só não imaginavam que, acolhiam, no seio de seu próprio lar, a portadora do fim.

Conforme os dias vão passando, Kouta e Yuka vão ficando mais próximos de Nyuu (nome dado a Lucy - a mutante encontrada na praia - pelo fato de ser a única palavra que ela consegue pronunciar) e estarrecedores fatos sobre o passado dos primos, bem como da implacável assassina de dupla personalidade e dos demais personagens vão se revelando. 

Muitos devem estar se pergunatndo agora: "Chifres? Que diabos?" Sim. A turminha "do mal" - que no final se mostra do bem, se comparada aos homens - composta de belas garotas, adornadas com cabelos em tons avermelhados, chifres, alguns pares de braços invisíveis a mais e sexto sentido extremamente desenvolvido, se trata, na realidade, de uma nova espécie:os diclonius (dois chifres). Induzida por um vírus, criada, cultivada e exposta a dolorosas experiências em laboratório pelo homem, atribuí-se, a essa espécie, a futura aniquilição da humanidade.
Elfen Lied conta com uma história primorosa e complexa. Sem deixar de lado a inocência dos puros de coração, toca em assuntos delicados como preconceito, intolerância, pedofilia, abusos domésticos, crueldade humana e por aí afora.






Aspectos técnicos como traço, animação e trilha sonora são irretocáveis, também. "Lilium", tema de abertura, pomposa canção lírica, totalmente em Latim, retirada de uma passagem bíblica, em contraposição com "Be Your Girl" música no melhor estilo Peach Girl, tema de encerramento, dá uma perfeita noção do sincretismo aspirado - e alcançado - pelo autor.

Com roteiro por conta de Takao Yoshioka, dirigida por Mamoru Kanbe e produzido pelos estúdios VAP/Genco, já era de se esperar algo de qualidade. Devo admitir que assisti a Elfen Lied ao mesmo tempo que a Boys Be e Naruto, que são dois fracassos nos quesitos traço e história, respectivamente, e isto, provavelmente, o fez subir ainda mais no meu conceito, embora eu não leve isso em conta nesta imparcial review.

Se não há muito o que se dizer sobre a animação, há uma consideração que merece ser feita sobre o (belo) traço de Seiji Kishimoto: se houvesse alguma premiação para a categoria "tamanho dos olhos dos personagens", Elfen Lied certamente levaria. Sem exagero (por minha parte), eles ocupam, facilmente, quase a metade dos rostos dos personagens. Mas, longe de ser desagradável, isso os torna ainda mais expressivos.

O nome da série "Elfen Lied", que significa Canção Élfica, (bem como os títulos de cada episódio) está em alemão, Muito provavelmente baseado na canção alemã de mesmo nome, de Eduard Mörike. Outro fato interessante sobre o anime e que, muitos devem se deleitar a respeito é a abertura. As suntuosas imagens foram retiradas da mais notável pintura de Gustav Klimt, "O Beijo", que se encontra atualmente em Viena.

Desnecessário dizer, a essa altura, que falamos de uma obra "cult". Não é para qualquer pessoa, definitivamente. Em primeiro lugar por sua exacerbada violência gráfica: a quantidade de decapitações e estripações cometidas por Lucy logo no primeiro episódio já deixa isso bastante claro. Em segundo lugar, pelo fascinante sadismo com que o autor intercala essas cenas viscerais, com cenas coloridas e felizes. E, em terceiro lugar - e principalmente - pela incomoda (para alguns) transparência com que o mais sombrio e sórdido lado humano é revelado, sem ressalvas.
Ok, vamos à parte mais ingrata do trabalho de escrever "reviews": a famigerada nota. 

Considerando-se que a nota máxima exige perfeição em contrapartida, não vejo outra nota possível. Não vou negar que achei alguns dos diálogos do anime um pouco sem nexo (a parte que Maya explica a Nana porque ela não deveria queimar dinheiro, por exemplo), mas como a chance disto ser culpa do fansub é de 99,99%, uma penalização seria injusta. Tem a questão do final também, deixado mais ou menos em aberto, com uma leve tendência a um final feliz, o que particularmente não me agrada e muito menos combina com a série. Mas por ter sido deixado em aberto, ficar conjeturando mais do que realmente é mostrado, seria mera especulação.




Apenas para encerrar, um amigo meu reclamou do que ele considera "excesso de fan-service" no anime. Bem, ainda no campo excessos (muito farto nessa obra), alguém poderia dizer o mesmo em relação à violência ou a hipocrisia retratada pelo autor. Mas da mesma forma que não faz sentido reclamar de excessos de situações sexuais em um 
hentai, não faz sentido reclamar dos excessos recém mencionados em Elfen Lied. É apenas uma questão de entender ao que a obra se propõe. Sendo assim...


Obs: Ainda indeciso se deve assistir ou não? Assista o primeiro episódio, se conseguir, prossiga. A violência, bem como os demais temas pesados, continuam, mas quem chegou até lá deverá conseguir.
Fonte:animehaus 
 

El Hazard



El-Hazard - The Magnificent World
神秘の世界エルハザード
(Shinpi no Sekai El-Hazard)
Gênero Fantasia, Aventura, Comédia,Romance
OVA: El-Hazard - The Magnificent World
Dirigido por Hiroki Hayashi
Estúdio AIC
Lançamento 26 de maio de 1995 - 25 janeiro de 19961997
N° de Episódios 4

OVA: El-Hazard 2
Dirigido por Yoshiaki Iwasaki
Estúdio AIC
Pioneer LDC
Lançamento 21 de março de 1997 - 25 de Outubro de
N° de Episódios 4

Anime: El-Hazard TV (The Wanderers)
Direção Katsuhito Akiyama
Estúdio AIC
Pioneer LDC
Exibição original 8 de janeiro de 1998 – 25 de março de1998
Emissoras de TV TV Tokyo
 ABS-CBN, HERO
 Rede Bandeirantes
N° de Episódios 26

OVA: A Night of Captivation, Temptation, and Purification
Dirigido por Yoshiaki Iwasaki
Estúdio AIC
Pioneer LDC
Lançamento 1998
N° de Episódios 1

El-Hazard é uma obra de anime criada por Hiroki Hayashi (particularmente conhecido pela obra Tenchi Muyo!) e distribuída pela AIC. A Série foi exibida no Brasil no programaBand Kids da TV Bandeirantes e teve mangá publicado pela Editora JBC[1]. A história é sobre uma antiga civilização escondida, onde Makoto Mizuhara e seus amigos foram transportados pela deusa-demônio Ifurita. Em El-Hazard, Makoto descobre que não só eles como seus amigos também possuem poderes especiais. Sua missão em El-Hazard será de acabar com os planos dos terríveis Bugrons regidos por seu ex-colega de colégio Jinnai e também com a tribo fantasma que planeja controlar uma poderosa arma de El-Hazard: "O Olho de Deus".


A história:


Tudo começou quando Makoto Mizuhara, um aluno normal da escola Shinonome, construiu uma máquina para o projeto de Ciências que seria um modelo para o colégio. Porém, Jinnai morre de inveja de Makoto que tem liderança em tudo o que faz, como nos estudos, nos esportes, e ainda é muito mais popular que ele.

Jinnai desconfigurou toda a máquina construída por Makoto, trocando os cabos de conexão para que todo o projeto fosse arruinado; enquanto isso acontece, Makoto estava com sua amiga Nanami, que é irmã de Jinnai, e o seu professor de história, Fujisawa. Depois Makoto vai dar uma última olhada na sua máquina, Nanami aproveita e vai junto com ele para pegar os ingredientes do lanche que vende na escola. Quando Makoto chega no laboratório, vê Jinnai tentando destruir seu projeto. Acontece um curto na máquina que forma um portal que teletransporta Makoto, Nanami, Fujisawa e Jinnai, para um mundo totalmente imprevisível chamado El-Hazard, foi a partir daí que descobriram para que servia a máquina.

Ao chegar em El-Hazard, Makoto se encontra com a princesa Rune (a governante do local) que estava sendo perseguida por Bugrons. Makoto tenta ajuda-la, porém é em vão, pois eles são muito mais fortes. Por coincidência Fujisawa ao chegar no local que Makoto e Rune estavam, acha que os Bugrons não passam de alunos fantasiados. Makoto tenta avisá-lo do perigo dos Bugrons, mas ele não leva a sério. Só que quando um dos Brugrons quebra a sua garrafa de uísque, Fujisawa fica furioso e derruba todos com facilidade. Daí em diante foi descoberta a força que Fujisawa havia obtido ao vir a El-Hazard.

Makoto e Fujisawa, logo depois do acidente, percebem que não estão mais em seu mundo. Eles pedem ajuda a princesa Rune, porém ela diz que não é capaz de ajudar, mas conhece três grandes sarcedotizas que poderiam ajudá-los a voltar. Como as sarcedotizas moram longe do castelo e eles não conhecem o planeta, a princesa Rune manda uma guia chamada Arielle para guiá-los.

A primeira a ser visitada foi Miz Mishtal, a sacerdotisa da água, que acaba se apaixonando pelo professor Fujisawa; a segunda a ser visitada é Afura Mann, a sarcedotisa do vento, que escreve vários livros, mas todos estavam desarrumados. Fujisawa tenta construir uma biblioteca, mas acaba construindo uma cabana de inverno; a última a ser visitada é Shayla-Shayla, sacerdotisa do fogo, que se apaixona por Makoto. Uma coisa estranha que acontece na série é que Nanami “sempre” está por perto deles, mas eles nunca se encontram.

Passam a se encontrar com Nanami, quando ela tenta transformar o templo da sarcedotisa Miz em um parque aquático, e ela se junta ao grupo. Nessa procura eles conhecem um gatinho chamado Ura que adora o Makoto e, por incrível que pareça, ele fala como uma pessoa.

Tudo passa a ocorrer bem, até Jinnai despertar a deusa Demônio, que passa a ser serva de Jinnai (quem a despertou na realidade foi Makoto, mas Jinnai mente e fala que foi ele).

A tão terrível Demônio é uma garota chamada Ifrita, que não é capaz de causar maldades. Jinnai, sempre tentando destruir Makoto, acaba se dando mal e, em vez de ajudá-lo, Ifrita apenas o atrapalha.

O Olho de Deus é o satélite artificial de El-Hazard. A princesa Rune e Makoto vão a este lugar. Jinnai acaba sabendo da história e decide controlar o “Olho de Deus” e conta com a ajuda de Ifrita para o seu plano dar certo, então vem o seu verdadeiro lado demônio, e ela não escuta mais as ordens de Jinnai e nem de ninguém e começa a destruir o planeta de El-Hazard.

O único que poderia de impedi-la seria Makoto, porém algo terrível aconteceria a ele se tentasse, mas Makoto não demonstrava medo, e sim um sorriso no rosto, e estaria disposto a salvar El-Hazard, arrisca a própria vida e desaparece.

Todos tentam continuar com suas vidas em El-Hazard: Fujisawa escalando montanhas; Miz Mishtal cuidando do seu casamento com ele; Shayla-Shayla seguindo o seu coração por Makoto; Afura tentando ajudá-la; Jinnai, Rainha Diva e Ifurita tentando dominar o planeta de El-Hazard; Arielle e Nanami mais amigas que nunca; porém a princesa Rune não fala mais com ninguém, apenas pensa no seu amado Makoto, e vai aos lugares que a faz lembrar dele.

Depois todos sentem uma presença... A princesa Rune acha que é o seu amado Makoto e corre ao seu encontro, e lá esta ele esperando por ela, então eles se abraçam e é o final...

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